PAZ : é preciso querer mais

faroldigital-acerte-16abr20

O que a violência que ocorreu longe de mim, em Boston ou no Belém, bairro paulistano, tem a ver comigo? E com você?

É preciso criar uma consciência coletiva CONTRA este tipo de situação, pois, se hoje está longe, amanhã pode estar muito próximo de cada um de nós.

Um rapaz promissor. Estuda e trabalha. Ao voltar de sua jornada, seguindo todas as orientações de seus pais, não reage a um assalto. Era educado. Amado. Tinha boa formação. O menor delinquente, atira. À queima roupa. Junto com a vítima, morrem a família e faz vítima também a sociedade. Afinal morremos também de maneira grosseira e lamentável (sim, somos todos parte da sociedade, inclusive o jovem assassinado) pois ficamos sem todo o potencial de contribuição daquele que partiu.

Um outro menor, ao ser preso, declara “vou continuar nesta vida (de bandidagem), porque não tenho nada a perder”. O que é isso, senão mais um sinal de alerta para todos nós?

Uma família, um feriado. Mãe, filho e filha aguardam, na calçada, a chegada do pai, que está correndo a maratona de Boston. Só quisessem aproveitar o feriado, certamente não estavam lá por nenhuma outra questão ideológica ou política. Apenas ver o mérito de um atleta anônimo para as massas, mas certamente imprescindível para a família. Uma explosão. O garoto de oito anos não resiste aos ferimentos. Mais uma vida perdida. Mais um potencial que desconheceremos. Morte fútil e inútil.

Enquanto isso, no extremo oriente, um ditador ameaça o ataque a civis, que apenas querem ter uma vida comum, ter uma casa, um carro, uma família, tudo o que lhes é possível conquistar. Se ocorrer o ataque, mais mortes tão desnecessárias quanto injustas. Dê conta: é a mesma violência que lhe é oferecida aqui. Mas com outra roupagem.

Pouco importa o que motiva tudo isso. O importante é compreender porque esses atos são tão cruéis quanto estúpidos. Porque devem ser combatidos e punidos exemplarmente – e não brandamente como nosso código penal faz parecer.

Como cidadão comum, espero ter uma vida tranquila e com o mínimo de segurança. Quero valer minha liberdade de ir e vir. Quero ir a parques, caminhar despreocupadamente com minha família. Quero usufruir do que o trabalho me proporciona. Mas, principalmente, quero que tudo isso seja respeitado. Sou de bem. Tenho minhas falhas, minhas dificuldades, mas não quero prejudicar ninguém deliberadamente.

Quero que os problemas ideológicos sejam tratados pelos regimes que o representam. Que se houver um ataque, seja ao regime. E não a cidadãos de bem. Quero que os problemas econômicos sejam resolvidos com trabalho. E não pela facilidade de tomarem (roubarem) o que trabalhei para conquistar. Quero que o governo que NOS representa deixe de ser conivente com distorcidas políticas para manutenção do poder. E que resolva os problemas sociais, começando pela mudança de cultura.

Sim, amigos. Nosso problema é cultural. Temos que mudar a CULTURA da impunidade. Adotar a cultura do mérito. A cultura de que vale a pena dedicar-se. A cultura da educação. A cultura de que é preciso ensinar aos pais a como educar seus filhos. A cultura de que mesmo na mais ampla liberdade, é necessário impor limites.

O meu limite está chegando ao fim. Chega. Eu quero viver a vida abençoada que Deus me proporciona, com muita tranqüilidade. Com a fé e a confiança de que nada vai me acontecer. Independentemente da maldade alheia.

Mas, acima da fé, eu quero acreditar que não sou o único. E que alguma coisa vai mudar.

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